Assim nascem os textos... Sem avisar... Bater na porta, ou mandar recados... Não se mostram, apenas chegam, e chegando não findam... São perenes, reais e eternos...

Por: Beth Brito

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sábado, janeiro 22, 2011

A voz do silêncio

O post abaixo é um presente! Lindo cada sentimento expresso por entre as linhas... Poder se desnudar em palavras e ser entendido mesmo no silêncio que fala... Por isso posto aqui, o seu texto Laércio, sem mais o que dizer. Releio e vivo.







Bebo a palavra, brindo à palavra.
Exposto ao silêncio que fere a palavra,
vivo a palavra, alma da língua,
a morrer de sede, em silêncio, à míngua.

Água palavra nossa de cada dia.
brilho do sol que clareia a areia da praia,
não me falte o encanto, mesmo em silêncio não cale.
Silêncio noturno que apaga a esperança,
não me roube a poesia, por favor cante, diga, fale.

Bebo o silêncio, brindo ao silêncio,
No silêncio que afaga o gesto, vivo.
Vivo o silêncio, alma do pensamento
que se expressa no olhar.
Escuto as palavras que moram nas entrelinhas
Escuto o silêncio que fala.


Por: Laércio Lins

sábado, janeiro 15, 2011

O sonho que o sol tocou



Adormece toda noite,
Revigorando o calor
Que aquece a terra,
A terra onde brotam os sonhos...
Os sonhos que o sol dá vida!
Embora sem ver, ouvir ou tocar...
Mas se faz sentir...
Mesmo de longe... Tépido!

Beth Brito
2011